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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Palavrantiga: arte cristã

Nota do autor: Como o próprio Marcos Almeida me disse certa vez, toda obra merece ser revisitada e todo texto merece retoques. Por esta razão, retorno ao post - que ainda recebe muitos acessos via Google - para alterar coisas que hoje julgo sem sentido, como dizer que o Palavrantiga é uma banda "sem rótulo cristão". (Em 19  de janeiro de 2012)

Luzes no palco, rock em alto volume e uma multidão de braços erguidos, em balanço sincronizado e sorriso aberto. No microfone ao centro, um jovem barbudo de cabelos cacheados empunha uma guitarra, cambaleia pelas melodias como um equilibrista bêbado, enquanto outros três amigos guiam com segurança o ritmo que faz bater o pé dos ouvintes mais contidos.

As camisetas estampam mensagens de atitude, denunciam a fé e o vigor juvenil dos integrantes do Palavrantiga. "Feito de barro", exibe discretamente no peito o vocalista Marcos Almeida, enquanto espalha sua feliz mensagem de esperança em melodias melancólicas. É noite de sexta-feira e, ao meu lado, centenas de homens e mulheres acompanham cada verso a plenos pulmões.

A cena toda ocorre dentro da igreja Missão Praia da Costa, em Vila Velha (ES). Ao fim do espetáculo - que em nenhum momento deixa de parecer um culto - me identifico, conheço de perto os integrantes da banda, sou lembrado pela sincera crítica feita ao disco - da qual pude me explicar mais tarde -, e combinamos um almoço para o dia seguinte. Cantarolando as músicas novas que embalaram a noite, volto para casa e espero o horário marcado.






Arte cristã?

Mineiros e capixabas estão reunidos em uma longa mesa e, entre um pedaço e outro de picanha, começo a entender um pouco mais da cosmovisão - termo frequente no vocabulário de Marcos - que rege as letras da banda. Depois de algumas horas compartilhando experiências, sou informado que o Palavra - nome carinhoso com o qual se referem ao grupo - foi convidado para abrir um dos shows do E.M.I.C.I.D.A em São Paulo.

O rapper brasileiro, emergente na cena do hip hop, recentemente foi pauta de grandes revistas nacionais (veja ótima entrevista concedida a Pedro Alexandre Sanchez para a Bravo! aqui). "Dizem que os caras da Rolling Stone vão estar lá. Já pensou, cara?", sonha o vocalista.

[trecho editado sem que o sentido do texto fosse perdido]


"Quem acompanha o Palavrantiga não está desenganado a respeito da gente. Primeiro que a gente não é uma banda com fins religiosos. Todo mundo sabe disso. Alguns chamam a gente de gospel, outros de cristãos, mas a gente nunca denominou o Palavrantiga com estes termos. Isto é coisa que outros estão dizendo a respeito da gente. A gente enxerga o mundo de forma muito mais simples, embora outros possam enxergar de forma complicada", justifica Marcos.
"Tem muita gente ganhando mídia, palanque e espaço na internet, nas novas mídias, batendo no meio evangélico mas sem propor ou criar um novo pensamento. Não se propõe nada, o máximo que tentam é chamarem a si mesmos de criativos, inteligentes. Aí eu pergunto: 'mas o que você propôs, brother? Você ainda faz divisão do mundo em sacro e profano, só é um pouquinho mais sofisticado, usando um vocabulário diferente'" (Marcos)
Este "enxergar de forma complicada", citado pelo vocalista, se estende à igreja, aos meios de comunicação e, por que não?, aos artistas cristãos. "O que valida, fundamenta, justifica o fato de fazer música? Se for outra coisa a não ser arte, você a está subjugando a outra esfera, que talvez pode diminuí-la. O que algumas pessoas fazem é se esconder dentro de um argumento eclesiológico, um argumento da esfera epísitica pística, [para entender mais sobre o conceito, leia aqui, por indicação de Marcos] religiosa, pra validar seu trabalho de artista, sendo que são esferas interdependentes", explica.

Unção x Qualidade

Almoço terminado, seguimos para mais uma rodada de perguntas, desta vez, na casa do baterista Lucas Fonseca. Acomodados na sala, conversamos mais um pouco sobre os rumos da música cristã. Ponho em xeque a postura de alguns artistas, que insistem em comercializar músicas rasas sob o pretexto de serem "cheios de unção" - parâmetro imprescindível, tendo em vista que todo cristão possui o Espírito Santo como guia. Marcos responde.

"Não é porque você tem fé que a sua canção é válida. Pode fazer uma canção que é uma porcaria, horrível. Existe o belo e o feio. E tem gente que pode fazer uma canção feia e ter unção. Entendeu? Mas aí é o seguinte: o que você vai estar avaliando quando o brother está compartilhando a música dele? No contexto religioso, da igreja, o importante ainda é a mensagem, a unção, porque a igreja ainda não criou um espaço para apreciar", resume.
  • Você sabia?
  • Os integrantes se conheceram enquanto faziam turnê como banda de apoio de Heloísa Rosa, conhecida por ministrar com David Quinlan
  • Marcos, que era tecladista de Heloísa, se juntou a Lucas, Felipe e Josias apenas em 2008 como Palavrantiga
  • Neste curte período, o Palavrantiga foi convidado pelo tecladista do Skank, Henrique Portugal, para tocar em eventos de bandas alternativas
  • O grupo é um dos destaques do Oi Novo Som!, projeto da Oi FM para divulgar novas bandas brasileiras
Fora da igreja, porém, se faz necessário abrir espaço para a apreciação, concordam os integrantes da banda. Lucas defende o fim da "poda artística" dentro das igrejas, ambientes onde a expressão deve sempre estar vinculada à devoção. O baterista hierarquiza três pontos que considera fundamentais para a boa arte, citando um crítico holandês [não consegui encontrar mais referências na internet], Rookmaker. "Primeiro, a qualidade dela [da arte], a técnica; segundo, se ela tinha uma verdade, se não era uma coisa reducionista, distorcida; e terceiro, a integralidade da arte. São três pontos que o cara sempre falava: 'nem toda a arte cristã tem isso, e muita coisa do meio tradicional artístico se encaixa nestes pontos'", lembra. [A banda sugeriu o áudio de uma palestra de Rodolfo Amorim, na qual disserta sobre o crítico holandês. Ouça aqui]

Igreja

Para Marcos Almeida, a discussão envolvendo rótulos, qualidade e unção tem sido feita no ambiente errado. A igreja, segundo classifica, continua sendo o lugar para apenas "acolher pessoas e ensinar o evangelho". Torná-la um ambiente para debates, diluindo sua função principal, "é dar à esfera pística, uma coisa que não é da alçada dela", lamenta.

Em meio à profundidade dos temas discutidos, é inevitável não perceber quão bem embasados estão todos os membros do Palavrantiga. Parte disso, deve-se à biblioteca transportada durante as viagens da mini-turnê. Ao invés de discos e música em alto volume - como vemos nos filmes -, livros e silêncio estão por toda a parte. Obras de CS Lewis, John Stott, e outros que não consegui discernir (por culpa do inglês com sotaque mineiro do vocalista) deixam para trás o esteriótipo de que bandas de rock e literatura não combinam.



Música nova: trilhando caminhos Folk

Dentre as influências brasileiras, estão os autores Guilherme de Carvalho e Rodolfo Amorim, referidos como amigos. Crítico confesso do modo de confissão artística praticado no país, Marcos vai de encontro à postura dos cristãos. "[O crente] Precisa ler coisas diferentes. Poderiam existir associações artísticas que não necessariamente precisariam de um aval ou investimento do pastor. O que impede artistas cristãos de se reunirem, ter a ideia de construir um café, uma livraria?", sugere o vocalista.

"Mas se você tirar o consumo de dentro da liturgia do culto, eliminar este conceito de que, ao comprar um disco, abençoa o ministério de fulano, a estratégia funcionaria?", questiono. "Não", rebate instantaneamente Marcos. "Teria que mudar a visão de mundo e isso é um processo cultural. Talvez, o que estamos debatendo aqui só nossos filhos vão ter a tranquilidade de realizar", lamenta o artista, pela primeira vez, refém das mentes que não pôde mudar com seus questionamentos em forma de música.

18 comentários:

  1. Olá, paz... entendo...
    Parece que a igreja mesmo custa a se sofisticar. As pessoas tratam a música secular como se fosse pecado (kkk) Acho graça por que esse pensamento razo nos atraza diante da evolução musical nas igrejas... Uma amiga minha conversando comigo se gabava por ter jantado com o Lucas Sousa, rsrs... Só que ela fez uma observação da conversa dele com ela... Ele disse para ela que gostava de U2... rsrs... ela se entristeceu por isso... (kkk) Que bizarro... kkk...
    Até as músicas da arpa cristã tem melodias dos bares ingleses da década de 20 (quanto a data não tenho certeza).

    Me incomoda muito os rótulos cristãos, até parece que a moda é proibir...

    Paz.
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  2. É muito bom ver a galera do 'Palavra' rompendo com as barreiras e levando a arte da esperança a tantos e tantos corações...
    Eu e tantos outros temos sido tocados por letras que expressam nossos mesmos questionamentos, e vestidas com uma melodia tão singular que digo e repito: essa arte precisa romper com as barreiras impostas pela necessidade de se rotular um som.
    É isso... gde abraco, galera!

    Alegria sempre....
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  3. Muuuuuuuuuuuuito Boooooooooooom!
    Amo o Palavra e amo mais a cada dia. Pela simplicidade misturada à alta qualidade, desprovida da comum arrogância artística. Letras que nos fazem pensar, poesia divinamente inspirada, pura poesia. Muros quebrados, janelas e portas abertas e muitos sorrisos escancarados. Um som que traz paz, calma no coração, felicidade estranha, faz sorrir sozinho ou cantar gritando de olhos fechados...
    Que Deus continue derramando, mais e mais e mais! Paz!!!
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  4. Admiro muito as letras, a sinceridade, a melodia, e o que é proposto pelo Pavrantiga. Mas não consigo separar a arte da fé cristã, colocando a música em esfera independente. Música é dom, talento, virtude, e tudo isso vem de Deus, antes de ser arte, é de Deus, tem de ser dEle, por Ele, e para Ele.
    A arte não sobrepõe a fé, e nada na vida de um cristão pode ser separado de sua fé.

    Paz, e cada vez mais sabedoria a todos nós.
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  5. Maravilha de texto. Maravilha de banda. Maravilha de maravilhas.
    Também não resisti e escrevi um texto sobre os caras http://danielluiz.net/2010/01/palavrantiga-nao-so-uma-palavra-nova/

    Valeu!
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  6. =)
    Carambolas...Como começar?!
    Bem, creio que diferentemente da geração dos meus pais, tios e avós, onde a galera estava aprendendo a se render as formas de manifestações do Pai, a minha geração carrega uma responsabilidade bem mais radical, a de pôr as mãos.
    Em nosso mundinho gospel, nos acostumamos tão facilmente a usar a música para adorar ao Senhor que nos esquecemos da ferramenta que ela é lá fora, e assim vejo o "Palavra". Eles não são um apenas um som, são um som com uma finalidade, e, a apreciação da arte carregada do cristianismo verdadeiro, aquele que saí do transcendental e nos humaniza, assim como o unigênito fez, rompe céus e terra.
    Creio que é tempo de emprestarmos os nossos pés para o Pai, o nosso som e a nossa arte, para chegar aos lugares que, pelas circunstâncias humanas, Jesus não pôde chegar, isso é tornar Cristo acessível aos homens, isso é evangelho, e cara, eu não sei a Igreja, mas eu vou viver isso, sair lá pra fora, o mundo é bem maior que o meu meio crentês e ele precisa muito mias da minha voz fazendo a diferença lá, do que aqui no altar (que inclusive está lotado!), embora eu acredite que a Igreja está precisando de cantar "Deus onde estás?" pra ela mesma.
    A criação anda gemendo mesmo, cantando coisas como "quero um amor maior que eu", ou ainda, "sou errada, sou errante sempre na estrada, sempre distante, vou errando enquanto o TEMPO me deixar", mas em fim, fique parado apenas no culto quem quiser, eu não posso entrar nessa.
    Ps: Vão nessa fé galera do "Palavra", quem disse que adorar a Deus é apenas chamá-lo de St°? Foi pela galera aqui fora que Ele morreu não é mesmo? Então vamos torná-lo acessível a ela.
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  7. Esse texto se encaixaria muito bem no www.jesusnuncafoigospel.com rs
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  8. Rafael,

    fico feliz em ler teu texto e saber que vc conheceu o Palavra pessoalmente. Isso porque na época que li a tua crítica ao primeiro EP não consegui concordar com a parte negativa do texto (talvez eu seja totalmente suspeito para discordar). De todo modo, vc escreve bem, com clareza e soube passar o clima do encontro pra gente. Sua reportagem é mais que um registro do encontro, é também um registro importante do que os meus dois amigos loucos andam pensando e pouca gente tem ouvido.

    Abraço's
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  9. Ricardo,

    obrigado pela leitura e pelo comentário. O encontro realmente foi muito bom e fico feliz de saber que consegui transparecer isso no texto.

    Mas minha crítica sobre a banda continua valendo: não gosto do teclado que o Lúcio Souza jogou no sambinha de "Pensei" e a voz do Marcos, da qual gosto muito - vale ressaltar - lembra Dinho Ouro Preto em alguns momentos.

    No mais, o Palavra é uma banda que se propõe a fazer algo diferente e está encontrando seu caminho. Pode reparar que as "novas" músicas puxam um pouco mais para o folk. Eles estão amadurecendo. E serão ainda maiores do que são hoje.

    :)
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  10. parabéns, o texto foi muito bem elaborado!!
    pude conhecer um pouco mais da banda e ser inspirado pela fé deles
    abraço
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  11. Olá Rafael!!
    Parabens pelo Post.
    Também fico muito feliz com aparições como a do Palavrantiga na cena musical brasileira, trazendo novidade, crescimento e edificação à nossa cultura. Não Obstante, é sempre triste reconhecer que há este desmerecer do que foi feito antes para conquistar-mos o que temos hj. se temos tantos mantras, e ritos e misticismos da parte de muitos, isto vale pelo fato de que poucos deram a cara para bater começando algo novo, sem medo de ser feliz! Me preocupa este medo dos rotulos, o asco da religiosidade criar os adéptos da "Não Religiosidade". e por fim nos depararmos com artistas auto-suficientes, que em função do estilo ou conduta ostentam uma superioridade cultural, coisa de Oswaldo montenegro, João Gilberto,Milton Nascimento, essas coisas... Creio que não seja o Caso do "Palavra", mas vale ressaltar que como disse antes, poucos começaram bem, e muitos estragaram. E não tem como mudar, nosso objetivo "Cristão" (aquele que imita um cristo), é termos como prioridade a Mensagem - Alegria (genuina = Jesus )Sempre! como transmiti-la... bom ai usamos os MECANISMOS: Arte, comunicação, ação - Social, Religião e etc...

    Grande Abraço

    Marcelo Rezende
    marcelorikasa@hotmail.com
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  12. Grande Rafael!!!
    Muito legal o blog! O "Palavrantiga" é uma banda que traz um som muito interessante...alternativo por se dizer, e ao mesmo tempo edificante!
    O interessante é que sempre houve muita "crise" no meio de alguns cristãos de separar o secular do profano. Essa crise é antiga e lembro dos meus pais falarem que meus avós os proibiam de ir no cinema alegando que era coisa do diabo. Meu avô foi promovido aos céus sem frequentar a igreja, pois discordava do pr que não via nada errado em jogar futebol. Ele achava que futebol era "coisa do diabo". A música secular tem sido vista também por muitos como uma "coisa do diabo". Acontece que alguns "cristãos" se esquecem que Jesus nunca afirmou que devíamos sair do mundo, "mas que o Pai nos livrasse do mal". Ora, se tudo o que há no mundo é mal, então vamos viver como os moradores do filme "A vila", ou então viver como monásticos da idade média, vestido ropua de saco. Isso não é a verdadeira espiritualidade. Ouvir música "secular", ir ao cinema, jogar futebol, e outras coisas, são deste mundo.Precisamos como cristãos, usar todos os artifícios que esse "mundo" nos tem dado para a propagação do Evanhgelho! Por isso, concordo com o Marcelo acima. Seja a música, filmes, esportes, etc. Tudo deve ser usado para "a Glória daquele que preenche tudo em todos", Jesus! Um dia, tudo isso será apenas coisas passadas, sombra do que passou. E, aqueles aqueles que estiverem na "lista da viagem cósmica-supranatural" mais louca de todas, estarão para sempre aos pés do kyrios ressurreto!

    Forte abraço!
    Filipe Fortes
    filfortes20@hotmail.com
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  13. caramba sem comentarios ! admiro o palvrantiga muito , queria mesmo me surpreender na musica entitulada cristã pq não via coisas ineligentes e o palavrantiga e o poço de inteligencia e criatividade muito bom !
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  14. muito bom sem cometarios !o palavrantiga foi uma boa surpresa admiro muito .
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  15. Conheci o vocalista do palavrantiga esta semana. Achei a letra da cançaõ que cantou,divina( CASA)Versos maravilhosos e cheios de unção. Tenho minhas reservas com relação à música, e posso dizer à vocês que senti muita firmeza na composição e na postura do músico. A verdadeira música cristã é aquela que fala ao coração. E a canção falou ao meu coração com certeza. Abraços
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  16. Marina Nina'sDec 29, 2010 09:10 AM
    Concordo plenamente com o trabalho do Palavrantiga. O som e a poesia destes meninos são muito bem-vindos no meio artístico. Há tempos que a música estava precisando de um novo som, de inovação. Sâo caras mente aberta e a todos deveriam seguir este exemplo de desprendimento aos clichês musicais insuportáveis do mundo gospel. O amor de Deus por nós é tão simples como a músicas deles: Ambos são pra qualquer, a qualquer hora e em qualquer lugar!
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  17. A Paz do Senhor jovens! queria fazer um comentario sobre duas coisas que o 'ipohjovens' disse: "Jesus nunca afirmou que devíamos sair do mundo" e "Precisamos como cristãos, usar todos os artifícios que esse "mundo" nos tem dado para a propagação do Evanhgelho!". Jesus diz continuando a passagem que vc citou, em Jo 17.16, que nós NÃO somos do mundo, por mais que temporariamente vivamos nele. A Bíblia cita tb que não devemos nos conformar com o mundo e em 1 Jo 2.15, diz que não devemos amar o mundo e nem o que no mundo há. Acho muito interessante e muito importante utilizar todos os meios possiveis de midia para a propagação do Evangelho, mas temos que tomar cuidar pra não misturar as coisas, não perdermos o real motivos que utilizarmos esses meio de comunicação. realmente eu tb nao concordo q televisão e cinema são coisa do adversario, mas temos que ter sabedoria e dicernimento no que vamos ver. achei muito interessante um comentario que uma pessoa fez pra mim dizendo que nós, sabendo que o Espirito Santo está em nós, devemos pensar: será que Jesus faria comigo isso que eu vou fazer? tenhamos então cuidado para não sermos influenciados pelo mundo, mas com sal e luz que somos, influenciar ! Em nome de Jesus ! espero que meu comentario esteja certinho :D, que Deus continue abençoando a todos !
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  18. Olá, galera! Particularmente, já sou fã desta banda, e fico muito feliz quando conheço seu alcance no meio secular. Tenho o cd deles aqui em casa e recomendo a todos. No entanto, já que é dito "questione, duvide e discorde", tenho algumas considerações, que faria mesmo se não fosse aconselhado a fazer. Vejo que este pensamento revolucionário do "Palavrantiga" é somente inovador para o meio cristão, porque para o mundo não é. O próprio conceito de arte não é algo deles. A música também. Se você seguir o conselho do apóstolo Paulo, que diz "examinai tudo. Retende o bem" (1 Tessalonicenses 5:21), verá que o som deles é idêntico a banda Los Hermanos, com algumas influências de bandas mineiras. As letras também seguem o mesmo padrão, necessitando de interpretação para que se possa entender a mensagem. A propósito disto, se não fosse os Los Hermanos, eu não gostaria do som do Palavrantiga. Opa... Ainda não estamos na direção correta, afinal somos nós que devemos influenciar, e não o contrário. Acho que ainda é necessário sermos elevados a patamares maiores, criando concepções novas, que não se pareça com o fulano ou siclano. E agora talvez você possa dizer: mas é impossível, pois sempre seremos influenciados? Ora, então entendamos o pensamento dos influenciadores para que não venhamos a cair em suas tendências. Desta forma, quem ditará a regra seremos nós, e não os outros. Não subestimemos a criatividade e a capacidade que Deus pode nos dar. Por isto digo: ainda estou à espera de ouvir algo diferente, novo, único e divino.
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